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Instalação Sobreposta ou Embutida: Como Fica o Acabamento

Quase ninguém faz essa pergunta em voz alta, mas quase todo mundo pensa nela: vai ficar um cano aparente na minha parede?

A resposta honesta é sim, na maior parte dos casos. E a explicação de por quê é mais interessante do que parece, porque não tem nada a ver com economia.

Por que não dá para usar o eletroduto que já existe na garagem

Essa é sempre a primeira pergunta, e ela faz todo sentido. Se já existe tubulação saindo do quadro até a garagem, por que não passar o cabo por ali?

A resposta tem três camadas, e nenhuma delas é preguiça.

O eletroduto que existe quase nunca é exclusivo

Saindo do quadro de distribuição, o eletroduto corrugado de três quartos ou de meia polegada leva vários circuitos juntos: iluminação, tomadas da sala, tomadas dos quartos.

E a ABNT NBR 17019 exige circuito exclusivo para o ponto de recarga, sem compartilhamento com nenhuma outra carga. Circuito exclusivo pede caminho exclusivo.

O diâmetro não comporta o cabo que a recarga pede

O cabo mínimo de uma instalação de recarga é de 10 mm² com dupla isolação, em três vias: fase, neutro e condutor de proteção.

Um corrugado de três quartos já ocupado por outros circuitos não recebe isso. E forçar a passagem é o caminho mais rápido para danificar a isolação exatamente no trecho que vai trabalhar com corrente alta por horas seguidas.

As tomadas da garagem são de uso geral, não de uso específico

Tomada de uso geral é não dimensionada para esse tipo de carga, com essa potência e por esse tempo: uma furadeira, um aspirador, uma lavadora. Um carregador é carga contínua por horas, quase todas as noites.

E existe um efeito que quase ninguém considera: acrescentar um circuito de alta corrente dentro de um eletroduto que já tem outros circuitos reduz a capacidade de todos eles. É o fator de agrupamento da ABNT NBR 5410. Um cabo ao lado de outros esquenta mais, e por isso conduz menos.

A conclusão, e ela é a frase desta página

Nenhuma casa de Brasília construída até poucos anos atrás foi projetada para receber um carregador de carro elétrico. A infraestrutura que ele pede não existe pronta dentro da parede, e por isso ela é construída nova, exclusiva, e do lado de fora.

Como a instalação fica organizada mesmo sendo aparente

Aparente não é sinônimo de malfeito. A diferença está no cuidado:

  • Eletroduto premium, não corrugado exposto
  • Percurso planejado, escolhido para ser o mais discreto possível, e não o mais curto
  • Fixação alinhada, com espaçamento regular
  • Curvas feitas com acessório próprio, não com o eletroduto forçado
  • Quadro de proteção organizado, com os dispositivos identificados um a um

Uma instalação aparente bem executada tem aparência de projeto. Uma malfeita tem aparência de remendo, e a diferença aparece na primeira olhada.

Quando dá para passar por trás da parede, e ficar com cara de embutida

Aqui está a parte que a gente resolve melhor que o esperado, e sem custo adicional.

Quando existe um cômodo de serviço no caminho, como depósito, área de serviço ou lavanderia, a infraestrutura passa por trás da parede, aproveitando um ambiente onde o eletroduto aparente não incomoda ninguém.

Do lado da garagem, o que aparece são apenas os cabos entrando no quadro de proteção, com o carregador fixado ao lado. Visualmente, o resultado é de instalação embutida.

Dentro das mesmas condições do valor publicado, com instalação sobreposta, até 10 metros de rota técnica e sem obra civil, isso não muda o investimento. Se o seu imóvel permite, a gente faz.

Na avaliação técnica, essa é uma das primeiras coisas que olhamos.

Se você quiser embutido de verdade

Embutir a infraestrutura dentro da alvenaria é obra civil: quebrar parede, refazer reboco e repintar. E aqui a gente é direto sobre o que faz e o que não faz.

Somos eletricistas. Não somos pedreiros nem gesseiros.

Por isso a empresa não executa e não indica profissional de obra civil, e a razão é honesta e vale ser dita: serviço de pedreiro ou de pintura que não sai do jeito esperado sobra para quem indicou, mesmo sem ter nenhuma responsabilidade sobre ele. Já vimos isso acontecer, e preferimos não colocar a relação nesse lugar.

A recomendação é chamar um profissional de confiança de quem contrata, e a instalação elétrica entra depois, no caminho já preparado.

O que a gente faz para essa obra dar certo

Duas coisas, e elas têm regras diferentes:

A marcação do percurso é inclusa. Antes de a obra começar, a equipe marca no local por onde a infraestrutura vai passar, com as dimensões que o eletroduto pede. O pedreiro quebra sabendo exatamente onde e quanto.

A visita de acompanhamento técnico é cobrada, e ela não é o que parece. Não é ficar esperando a obra acontecer. É uma visita curta para conversar com o profissional que vai executar, definir e alinhar o caminho junto com ele.

Por que essa conversa vale o que custa: ela é onde se evita que a quebra acerte uma tubulação hidráulica. Cano acertado dentro da parede significa abrir muito mais parede, refazer o hidráulico, rebocar e repintar tudo. O nome técnico disso na construção é compatibilização entre elétrica e hidráulica, e é uma reunião de quinze minutos que impede um prejuízo de dias.

Gesso, e por que a gente corta mas não fecha

Instalação que passa por teto ou forro de gesso exige cortes, e a equipe executa esses cortes.

O fechamento não. Pelo mesmo motivo da alvenaria: acabamento de gesso é serviço de gesseiro, e a gente não executa nem indica. O gesseiro de confiança de quem contrata fecha depois, e o resultado fica melhor.

Vala e jardim

Escavação para passagem enterrada a equipe executa, e aqui o aviso vem antes, por escrito.

A diária sai mais cara que a de um jardineiro. O motivo é o risco: uma tubulação enterrada acertada muda o prazo da obra. É trabalho de escavação feito com a cautela de quem sabe o que pode estar embaixo, e isso leva mais tempo que abrir uma vala qualquer.

Se o seu jardim tem irrigação, piscina ou tubulação de gás, isso precisa ser dito na avaliação técnica.

Sobreposto hoje não impede embutido amanhã

Esta é a parte que costuma desarmar a dúvida de vez.

A instalação sobreposta não é uma decisão definitiva. Quando a casa passar por uma reforma ou por uma pintura, o profissional que estiver ali embute ou pinta o que está aparente, e a instalação continua exatamente a mesma, sem refazer nada, sem mexer no quadro e sem novo custo elétrico.

Muita gente faz assim: instala agora, usa o carro, e resolve o acabamento quando a próxima obra acontecer de qualquer forma.

Como continuar

A melhor forma de decidir é ver. A página de instalações realizadas mostra obras reais em Brasília, com o percurso aparente executado, o caso do percurso por trás da parede, e os quadros de proteção prontos.

Se quiser, mande uma foto da sua garagem e do caminho entre o quadro e a vaga pelo WhatsApp. A gente diz o que é possível fazer no seu caso antes mesmo da visita.

Ver como ficou em instalações reais

Perguntas frequentes

A instalação do carregador fica aparente?

Na maior parte dos casos sim, e tem razão técnica. O eletroduto que já existe na garagem quase nunca é exclusivo, leva vários circuitos juntos, e a ABNT NBR 17019 exige circuito exclusivo para o ponto de recarga. Além disso, ele não comporta o condutor a partir de 10 mm² EPR ou HEPR com dupla isolação de 1 kV que a recarga pede. A infraestrutura é construída nova, exclusiva e aparente, com eletroduto premium, percurso planejado e fixação alinhada.

Por que não passar o cabo pelo eletroduto que já existe?

Por três motivos. Ele quase nunca é exclusivo, e a norma exige circuito exclusivo. O diâmetro não comporta o cabo de 10 mm² em três vias. E acrescentar um circuito de alta corrente dentro de um eletroduto que já tem outros reduz a capacidade de todos eles, pelo fator de agrupamento da ABNT NBR 5410.

Dá para fazer embutido?

Dá, mas é obra civil: quebrar parede, refazer reboco e repintar. Somos eletricistas e não executamos nem indicamos serviço de alvenaria, pintura ou gesso. A recomendação é chamar um profissional de confiança, e a instalação elétrica entra depois, no caminho preparado. A marcação do percurso antes da obra é inclusa, e a visita de acompanhamento técnico para alinhar o caminho com o profissional é cobrada.

Existe alguma forma de ficar com cara de embutida sem obra?

Existe, quando o layout permite. Havendo um cômodo de serviço no caminho, como depósito, área de serviço ou lavanderia, a infraestrutura passa por trás da parede e do lado da garagem aparecem apenas os cabos entrando no quadro de proteção, com o carregador ao lado. Dentro das mesmas condições do valor publicado, isso não muda o investimento.

Vocês fecham o gesso depois de cortar?

Não. A equipe executa os cortes necessários em teto e forro, e o fechamento fica com um gesseiro de confiança de quem contrata. O motivo é o mesmo da alvenaria: acabamento de gesso é outro ofício, e o resultado fica melhor nas mãos de quem faz isso todo dia.

Vocês fazem escavação em jardim?

Fazemos, com um aviso dado antes: a diária sai mais cara que a de um jardineiro, porque o risco de acertar uma tubulação enterrada muda o prazo da obra. Se o jardim tem irrigação, piscina ou tubulação de gás, isso precisa ser dito na avaliação técnica.

Se eu fizer sobreposto agora, posso embutir depois?

Pode, e é o que muita gente faz. Quando a casa passar por uma reforma ou uma pintura, o profissional que estiver ali embute ou pinta o que está aparente. A instalação continua a mesma, sem refazer nada e sem novo custo elétrico.

Mande as fotos e receba a análise do especialista.

Foto do quadro elétrico, do medidor e do ponto onde o carregador vai ficar, mais um vídeo curto do trajeto entre eles. Com isso o especialista já avalia o seu cenário e te passa um valor mais preciso, sem visita e sem compromisso.

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