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Manual do Seu Sistema de Recarga Veicular em Brasília

Guarde esta página nos favoritos do seu celular. É aqui que você vai olhar naquela noite em que algo não funcionar como devia, e a maior parte dos casos se resolve em dois minutos, sem chamar ninguém.

Este é o manual do sistema de recarga que a Wallbox Brasília instalou na sua vaga. Ele explica o que cada dispositivo do seu quadro faz, como testar a proteção que salva vida uma vez por mês, o que fazer quando o disjuntor desarma ou o carregador não inicia, e como saber se o caso é de assistência, de instalação ou da distribuidora. Guarde o endereço desta página: ela é a sua referência de consulta.

O que tem dentro do seu quadro

Seu quadro na vaga tem, no mínimo, cinco dispositivos, e cada um protege contra uma coisa diferente. Confundir o papel deles é o que faz alguém religar um disjuntor quinze vezes seguidas achando que é defeito do carregador.

Disjuntor geral. É a chave que desliga tudo que está depois dele. É por onde você começa quando precisa mexer em qualquer coisa no quadro.

Disjuntor do carregador. Protege o circuito do carregador contra sobrecarga e curto-circuito. Ele desarma quando passa corrente demais por tempo demais, ou quando há curto.

Disjuntor da tomada de apoio. Protege o circuito da tomada de 20 A. É um circuito exclusivo, separado do carregador, e não compartilha disjuntor com ele.

IDR, o dispositivo diferencial residual de 30 mA. É o único dispositivo do quadro que existe para proteger pessoa, não equipamento. Ele compara a corrente que vai com a que volta e desliga quando some corrente pelo caminho, o que quase sempre significa que está passando por alguém ou por algum lugar que não devia. O da sua instalação é Classe A, porque o veículo elétrico produz fuga em corrente contínua e o dispositivo comum não enxerga esse tipo de fuga.

DPS, os dois dispositivos de proteção contra surtos. Ficam no topo do quadro e desviam para a terra a sobretensão que chega pela rede, seja de descarga atmosférica, seja de manobra da distribuidora. São dois porque a sobretensão pode chegar pela fase ou pelo neutro. Na sua instalação a corrente máxima de descarga é de 45 kA, que é o padrão da casa.

Como usar bem, no dia a dia

Carregue com o que sobra de tempo, não com o que falta. Carregador instalado existe para recarregar durante a noite inteira, devagar, não para resolver pressa. Carga lenta e prolongada é melhor para a bateria do que ciclo rápido e repetido.

Não precisa chegar a 100% todo dia. A maioria dos fabricantes recomenda uso rotineiro entre 20% e 80%, deixando a carga cheia para véspera de viagem. Confira a recomendação no manual do seu veículo, porque varia por química de bateria.

Conecte e desconecte com o carregador em repouso. Encaixe o conector até o fim antes de iniciar. Ao terminar, use o destravamento pelo carro ou pelo aplicativo antes de puxar.

Cabo enrolado no suporte, nunca no chão. Cabo pisado por pneu é a causa mais comum de dano em conector.

Tomada de apoio e carregador não funcionam ao mesmo tempo. Seu quadro tem os dois em circuitos exclusivos, mas o uso é alternado. A tomada existe como plano B: para o carregador portátil que veio com o carro, para uma emergência, para um equipamento de manutenção.

O teste mensal do DR, que leva quinze segundos

Esta é a única manutenção que você precisa fazer, e é a mais importante da casa toda.

Faça uma vez por mês, com o carro desconectado.

  1. Desconecte o conector do veículo, se estiver plugado.
  2. Abra a porta do quadro da vaga.
  3. Localize o IDR, o dispositivo com o botão marcado T ou TEST.
  4. Aperte o botão TEST.
  5. O esperado: a alavanca cai imediatamente, e tudo que está depois dele desliga.
  6. Religue a alavanca.

Se o dispositivo desarmou: está funcionando. Feche o quadro e siga a vida.

Se o dispositivo não desarmou: ele não está protegendo mais ninguém. Não use o carregador e chame a Wallbox Brasília. Um diferencial que não desarma no teste é um dispositivo morto que continua parecendo vivo, e é exatamente esse o cenário perigoso.

Se ele desarma sozinho, sem você apertar nada: existe fuga real em algum ponto do circuito, ou o carregador tem defeito interno. Anote quando acontece, se é sempre no mesmo momento da carga, e ligue.

Como conferir o DPS pela janela indicadora

Os dois DPS do topo do seu quadro têm uma janela pequena na frente, do tamanho de uma unha.

Janela verde: o dispositivo está íntegro e protegendo.

Janela vermelha: aquele módulo já absorveu surto até o fim da vida útil dele e precisa ser substituído. Ele fez o trabalho: gastou-se para que a sobretensão não chegasse ao seu carregador. A partir daí o circuito continua funcionando, mas sem proteção contra o próximo surto.

Olhe depois de toda tempestade forte. Brasília concentra descarga atmosférica na estação chuvosa, e é aí que o DPS trabalha. A troca do módulo é rápida e não exige refazer nada da instalação.

Quando o disjuntor desarma

Antes de religar, pergunte-se qual dispositivo caiu, porque cada um conta uma história diferente.

Caiu o disjuntor do carregador. Costuma ser sobrecarga: o circuito puxou mais corrente do que o disjuntor aceita, por tempo suficiente para ele atuar. Se acontece uma vez e nunca mais, pode ter sido um evento isolado. Se acontece toda vez que a carga passa de certo ponto, há algo a investigar, e pode ser configuração de corrente do carregador acima do que o circuito foi dimensionado para entregar.

Caiu o IDR. É fuga de corrente, e isso não se religa no automático. Desconecte o veículo, religue o dispositivo e observe: se ele segura com o carro desconectado e cai quando você pluga, o problema está no conjunto carregador mais veículo. Se ele cai mesmo sem nada conectado, o problema está no circuito.

Caiu o disjuntor geral do quadro. Pode ser soma de correntes ou problema a montante. Nesse caso não fique religando: chame.

Regra de ouro: religar duas vezes é diagnóstico, religar dez é teimosia. Se caiu duas vezes seguidas pelo mesmo motivo, pare e ligue.

Quando o carregador não inicia

Confira nesta ordem.

  1. O conector está encaixado até o fim? Trava incompleta é a causa número um.
  2. O carro está destravado ou em modo que aceita carga? Alguns modelos exigem autorização pelo aplicativo ou cartão.
  3. Há programação de horário ativa no carro ou no carregador? Muita gente ativa carga programada e esquece.
  4. O disjuntor e o IDR estão armados?
  5. O carregador mostra alguma luz, cor ou código? Anote antes de ligar para alguém, porque é esse código que identifica a falha.

Se tudo acima está certo e ele continua sem iniciar, é caso de assistência técnica do fabricante do carregador, não de instalação.

Quando aquece, quando cheira, quando some energia

Conector ou cabo quente ao toque durante a carga: algum aquecimento é normal, queimar a mão não é. Interrompa, desconecte e chame.

Cheiro de queimado, estalo, marca escura em qualquer dispositivo ou tomada: desligue o disjuntor geral do quadro e ligue imediatamente. Não tente identificar sozinho.

Faltou energia no quadro da vaga, mas o resto do imóvel está normal: comece pelo quadro, conferindo disjuntor e IDR.

Faltou energia no imóvel todo: é caso de distribuidora, não de instalação. Registre a ocorrência na Neoenergia.

O carregador liga mas entrega menos potência do que você esperava: na maioria absoluta das vezes isso não é falha. É o carregador de bordo do veículo, que é quem decide quanto aceita receber. Um ponto de 11 kW alimentando um carro cujo carregador de bordo é monofásico entrega o que o carro aceita, e não os 11 kW.

Quando chamar a Wallbox Brasília, e o que a garantia cobre

Chame quando: o IDR não desarmar no teste mensal, qualquer dispositivo desarmar de forma repetida, a janela do DPS ficar vermelha, houver aquecimento anormal, cheiro ou marca de queimado, ou quando você for trocar de carregador ou de veículo e quiser conferir se o circuito atende ao novo equipamento.

A garantia da instalação é de 12 meses, formal e por escrito, alcançando execução e materiais fornecidos por nós. Cobre falha no que foi instalado: conexão, dispositivo fornecido, infraestrutura executada.

O carregador tem garantia própria do fabricante, com prazo e canal de assistência próprios. Falha do equipamento é resolvida pelo fabricante. A gente ajuda a identificar de qual dos dois lados está o problema, que é onde a maioria das pessoas se perde.

O que não é garantia: dano por impacto, cabo pisado por veículo, alteração feita por terceiro no quadro, e evento externo como surto de rede, que é justamente o que os DPS existem para reduzir.

Mudou de carro ou de carregador?

Circuito dimensionado para um equipamento não atende automaticamente a outro. Se o novo carregador pede mais corrente, o disjuntor, a bitola e a proteção diferencial precisam ser reavaliados. Se ele é trifásico e o circuito é monofásico, a mudança é maior.

Antes de comprar, mande o modelo pelo WhatsApp. É mais barato conferir antes do que descobrir na instalação.

O dispositivo diferencial residual é o único item do seu quadro que existe para proteger pessoa, e não equipamento. Ele leva quinze segundos para ser testado e precisa ser testado uma vez por mês. Diferencial que não desarma no teste é um dispositivo morto que continua parecendo vivo.

Perguntas frequentes

Com que frequência eu preciso testar o DR?

Uma vez por mês, com o veículo desconectado, apertando o botão TEST. A alavanca precisa cair imediatamente. Se não cair, o dispositivo não está mais protegendo e a instalação não deve ser usada até a substituição.

A janela do DPS ficou vermelha. O carregador parou de funcionar?

Não. O circuito continua operando, mas sem proteção contra o próximo surto. O módulo absorveu sobretensão até o fim da vida útil dele e precisa ser substituído. A troca é rápida.

O disjuntor desarmou uma vez. Preciso chamar alguém?

Religue e observe. Evento isolado acontece. Se desarmar uma segunda vez pelo mesmo motivo, pare de religar e ligue, porque a partir daí não é evento, é sintoma.

Meu carregador é de 11 kW e o carro carrega com menos. Está com defeito?

Provavelmente não. Quem decide quanta potência entra é o carregador de bordo do veículo. Se o carregador de bordo do seu carro é monofásico, ele aceita a potência de uma fase, mesmo ligado a um ponto trifásico.

Posso usar a tomada de apoio e o carregador ao mesmo tempo?

Não. Os dois têm circuitos exclusivos e disjuntores próprios, mas o uso é alternado por projeto. A tomada é plano B, para carregador portátil, emergência ou equipamento de manutenção.

Posso lavar a vaga com o carregador instalado?

Sim, com bom senso. O equipamento e o quadro têm grau de proteção adequado ao local, mas jato direto de alta pressão em conector, quadro ou tomada não é recomendado por nenhum fabricante.

Perdi o Relatório de Comissionamento da minha instalação. Consigo outra via?

Sim. Peça pelo WhatsApp informando o código da etiqueta do seu quadro, e a via é reenviada em PDF.

Mande as fotos e receba a análise do especialista.

Foto do quadro elétrico, do medidor e do ponto onde o carregador vai ficar, mais um vídeo curto do trajeto entre eles. Com isso o especialista já avalia o seu cenário e te passa um valor mais preciso, sem visita e sem compromisso.

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