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Minha instalação aguenta um carregador?

Resposta curta

Na maior parte das casas e apartamentos de Brasília, aguenta um ponto monofásico de 7,4 kW, desde que cinco coisas estejam resolvidas: disjuntor geral com folga para a soma das cargas noturnas, condutor do ramal de entrada compatível com esse disjuntor, espaço em trilho DIN no quadro para os dispositivos novos, aterramento existente e com continuidade comprovada, e um percurso viável do quadro até a vaga. A resposta definitiva vem da medição em campo, mas essas cinco verificações eliminam a maioria das dúvidas antes de qualquer visita.

É a pergunta que vem antes de todas: será que a minha casa dá conta? Muita gente adia o carro elétrico por causa dela, sem saber que a resposta quase sempre é sim.

Na maior parte das casas e apartamentos de Brasília, aguenta um ponto monofásico de 7,4 kW, desde que cinco coisas estejam resolvidas: disjuntor geral com folga para a soma das cargas noturnas, condutor do ramal de entrada compatível com esse disjuntor, espaço em trilho DIN no quadro para os dispositivos novos, aterramento existente e com continuidade comprovada, e um percurso viável do quadro até a vaga. A resposta definitiva vem da medição em campo, mas essas cinco verificações eliminam a maioria das dúvidas antes de qualquer visita.

O disjuntor geral

Abra o quadro e leia o número estampado no disjuntor principal. Em Brasília a tensão entre fase e neutro é 220 V e entre fases é 380 V, e o circuito de recarga sai monofásico em 220 V ou trifásico em 380 V.

Em monofásico, 40 A correspondem a aproximadamente 8,8 kW, 50 A a 11 kW e 63 A a 13,8 kW. Um carregador de 7,4 kW puxa 32 A de forma contínua. A pergunta que importa é quanto resta para o resto da casa no horário em que o carro carrega, que é a noite.

Entrada trifásica: quase sempre existe sobra em alguma fase

Este é o ponto que decide a maior parte dos casos em Brasília, e quase ninguém verifica. Em casa com entrada de energia trifásica, é comum haver sobra em uma das três fases, porque a distribuição das cargas entre elas foi feita na construção e nunca mais foi revista: chuveiro de um lado, ar-condicionado de outro, e uma fase trabalhando bem abaixo das outras duas.

Quando isso acontece, o carregador entra na fase que tem folga e não há necessidade de aumento de carga aprovado pela concessionária. Quando não há folga imediata, ainda existem dois caminhos antes de pedir aumento: o remanejamento de fases, que é mudar circuitos existentes de fase, e a equalização de cargas entre as fases, que é reequilibrar a distribuição do quadro inteiro. Só depois de esgotar os dois é que o aumento de carga entra em cena.

Como essa verificação acontece na prática. A disponibilidade real de carga se mede com a instalação energizada e com as cargas da casa em uso, não por estimativa e não pela carga declarada no papel. Por isso ela é feita durante a execução da instalação, e não como serviço avulso na visita técnica.

E se for mesmo preciso aumentar a carga? Conduzimos o pedido de aumento de carga junto à Neoenergia com assessoria completa, e fazemos esse serviço também de forma avulsa, para quem já tem carregador instalado por outra empresa.

Até a concessionária liberar, dá para usar o carregador. A corrente de recarga é configurada pelo instalador num valor menor, com ferramenta e sem acesso do usuário final, e o circuito é dimensionado por essa corrente configurada. Não é improviso: é a hipótese que a norma prevê expressamente, dimensionar pela corrente máxima configurada em vez da corrente nominal. Quando o aumento sai, o equipamento é reconfigurado para a corrente plena. Orientamos também o uso em horário de menor demanda da casa, que é boa prática de operação, mas quem garante a segurança é a corrente configurada e a proteção, não o horário.

A bitola do ramal de entrada

Disjuntor grande com cabo fino é problema mais comum do que parece, e é a situação mais perigosa das cinco, porque a proteção está dimensionada acima do que o condutor suporta. Se o padrão é antigo e já sofreu troca de disjuntor sem troca de cabo, isso precisa ser verificado antes de somar qualquer carga nova.

Espaço no quadro

Uma instalação de recarga feita conforme a norma acrescenta, no mínimo, disjuntor do carregador, disjuntor da tomada de apoio, dispositivo diferencial residual de 30 mA, Classe A ou Classe B conforme o carregador e dois dispositivos de proteção contra surtos. Isso ocupa espaço em trilho DIN.

Quadro lotado não impede a instalação, mas acrescenta serviço: ou um quadro auxiliar, ou a reorganização do existente. Em casas de Vicente Pires, Guará e Taguatinga com quadro antigo, esse costuma ser o primeiro item do orçamento.

Aterramento

Este é o item que mais reprova instalação e o que menos gente confere. A ABNT NBR 17019 proíbe o uso do condutor PEN no circuito de recarga, o que significa que neutro e proteção precisam estar separados a partir do quadro, com barramento de proteção independente do barramento de neutro.

Muita instalação residencial brasileira é TN-C, com neutro e terra compartilhando o mesmo condutor. Isso é admitido na instalação geral, mas não no circuito de recarga. A separação é feita no quadro, e é serviço executável na maioria dos casos.

Aterramento inexistente, ou existente sem continuidade comprovada por medição, é condição impeditiva. Não se instala recarga sem terra íntegro.

A distância do quadro até a vaga

É o número que mais mexe no custo e o que ninguém pergunta antes. Meça o percurso real, pelo caminho que o eletroduto vai fazer, não em linha reta. Garagem na frente e quadro na área de serviço dos fundos costuma dar entre 12 e 25 metros em casa de Brasília.

E um aviso que evita frustração: o eletroduto que já existe na garagem quase nunca serve. Ele alimenta tomadas de uso geral, leva vários circuitos juntos e raramente comporta o condutor a partir de 10 mm² que a alimentação do sistema de carregamento veicular pede até o quadro de proteção do carregador.

O que não determina nada

A idade da casa, sozinha, não determina. Há casa de trinta anos com padrão generoso e casa nova com quadro no limite. E potência do carregador não é o que decide a potência da recarga: quem decide é o carregador de bordo do veículo.

Mande as fotos e receba a análise do especialista.

Foto do quadro elétrico, do medidor e do ponto onde o carregador vai ficar, mais um vídeo curto do trajeto entre eles. Com isso o especialista já avalia o seu cenário e te passa um valor mais preciso, sem visita e sem compromisso.

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