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Wallbox Brasília
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Carregador portátil ou wallbox?

Resposta curta

O carregador portátil que vem com o carro é equipamento de emergência e de viagem; o wallbox é equipamento de rotina. A diferença não é só velocidade. O portátil trabalha no que a ABNT NBR IEC 61851-1 chama de modo 2, com a proteção embarcada num bloco no meio do cabo, ligado a uma tomada que não foi projetada para uso contínuo. O wallbox trabalha em modo 3, fixo, alimentado por circuito exclusivo, com comunicação permanente com o veículo e proteção no quadro. Quem carrega todo dia em casa quer modo 3.

Seu carro veio com um carregador na caixa, e agora alguém está falando em instalar outro na parede. Parece gasto dobrado, e é justo você querer entender o porquê antes de gastar.

O carregador portátil que vem com o carro é equipamento de emergência e de viagem; o wallbox é equipamento de rotina. A diferença não é só velocidade. O portátil trabalha no que a ABNT NBR IEC 61851-1 chama de modo 2, com a proteção embarcada num bloco no meio do cabo, ligado a uma tomada que não foi projetada para uso contínuo. O wallbox trabalha em modo 3, fixo, alimentado por circuito exclusivo, com comunicação permanente com o veículo e proteção no quadro. Quem carrega todo dia em casa quer modo 3.

A diferença de potência é a que se vê

O portátil ligado em tomada comum de 10 A entrega cerca de 2 kW em 220 V, e menos que isso quando o próprio equipamento limita a corrente em 8 A. Em tomada de 20 A dedicada, alguns modelos chegam a 3,5 kW. O wallbox monofásico em Brasília entrega 7,4 kW, e o trifásico chega a 11 kW ou 22 kW.

Na prática, o que leva doze horas no portátil de tomada comum leva perto de quatro num ponto de 7,4 kW, e o que leva doze horas na tomada de 20 A cai para pouco mais de seis. Quem roda pouco não sente. Quem roda cem quilômetros por dia sente todo dia.

A diferença de proteção é a que importa

No modo 2, a inteligência e parte da proteção estão dentro daquele bloco plástico no meio do cabo, chamado de caixa de controle. Ele monitora, limita corrente e interrompe. O que ele não faz é resolver o que está antes dele: a tomada, o condutor do circuito, o contato desgastado, o aterramento duvidoso.

No modo 3, o ponto de recarga é parte da instalação fixa. Ele conversa com o veículo por um canal de comunicação dedicado, negocia a corrente disponível antes de liberar energia, verifica continuidade do condutor de proteção e só energiza o conector depois que ele está travado no veículo. Antes do encaixe, o pino está sem tensão.

E tem a camada do quadro: circuito exclusivo, dispositivo diferencial residual de 30 mA, Classe A ou Classe B conforme o carregador individual, dois dispositivos de proteção contra surtos. O portátil na tomada da sala não tem nada disso.

O detalhe do dispositivo diferencial que quase ninguém conta

O veículo elétrico produz fuga em corrente contínua. O dispositivo diferencial mais vendido no Brasil é Classe AC, que enxerga apenas fuga em corrente alternada e tem ponto cego para a contínua. Pior: a corrente contínua de fuga pode saturar o núcleo do dispositivo e reduzir a sensibilidade dele até para a fuga alternada que ele deveria enxergar.

Por isso a instalação correta usa Classe A quando o carregador tem proteção interna contra fuga contínua de 6 mA, e Classe B quando não tem. É uma decisão que depende do equipamento e que precisa ser conferida no manual, não presumida.

Quando o portátil é a escolha certa

Guarde-o no porta-malas. Ele resolve viagem, casa de parente, hotel, sítio, imprevisto. É bom que ele exista e é bom que você saiba usá-lo.

Em casa, se ele for mesmo a opção, que seja com tomada de 20 A em circuito dedicado, disjuntor próprio e proteção diferencial adequada. Nunca em extensão, nunca em adaptador de pino, nunca dividindo circuito com a geladeira.

É exatamente por isso que a instalação padrão desta empresa inclui uma tomada de apoio de 20 A em circuito exclusivo, no mesmo quadro da vaga: o portátil tem onde ligar com segurança, como plano B. O uso é alternado, nunca simultâneo com o carregador fixo.

Wallbox com ou sem cabo

Wallbox com cabo fixo é mais prático no dia a dia, porque o cabo já está lá. Wallbox com tomada Tipo 2 aceita cabos diferentes e envelhece melhor, porque o cabo é a peça que sofre e trocar cabo é mais barato que trocar equipamento.

E se o portátil for daqueles baratos de marketplace, anunciados com 7 kW e 32 A? Aí entra outra conversa, que a gente responde por inteiro em vale a pena comprar carregador barato em marketplace: nenhuma marca séria do Brasil vende portátil nessa corrente, e existe um motivo térmico para isso.

Mande as fotos e receba a análise do especialista.

Foto do quadro elétrico, do medidor e do ponto onde o carregador vai ficar, mais um vídeo curto do trajeto entre eles. Com isso o especialista já avalia o seu cenário e te passa um valor mais preciso, sem visita e sem compromisso.

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