Duas propostas chegaram no seu WhatsApp e uma é bem mais barata que a outra. As duas dizem “instalação de carregador”. As duas parecem a mesma coisa. E você está aí tentando descobrir onde está a diferença, sem ser engenheiro eletricista.
A gente escreveu esta página exatamente para esse momento. Não para te convencer de nada: para te dar as perguntas certas. Leve elas para qualquer empresa, inclusive para nós.
Esta página existe por um motivo específico: para você conseguir comparar duas propostas olhando para a mesma coisa.
Em instalação de carregador veicular, a diferença entre um valor e outro quase nunca está no serviço visível. Está em componentes escondidos dentro do quadro, em bitola de cabo que some dentro do eletroduto, e em documento que ou existe ou não existe.
E está, principalmente, em três lugares que ninguém mostra no orçamento.
No material subdimensionado, escolhido para cortar custo. O que a gente mais encontra em campo é cabo de 6 mm² com isolação simples de 750 V, que é o mais barato da prateleira, no lugar do condutor a partir de 10 mm² EPR ou HEPR com dupla isolação de 1 kV e temperatura de trabalho de 90 °C que a carga contínua de um carregador exige.
No material falsificado que se compra aos montes na internet. Cabo desbitolado, que tem menos cobre do que diz ter, e cabo de alucobre, que é alumínio com uma casquinha de cobre por fora para enganar o olho. Os dois aquecem muito além do previsto e podem derreter ou pegar fogo a qualquer momento.
E na incapacidade técnica de quem não conhece as normas de segurança que esse tipo de instalação exige, e nem sabe que não conhece.
Nada disso aparece na conversa. Tudo isso aparece tempos depois, e nunca na hora que dá jeito.
Abaixo está a nossa lista, com o motivo de cada item estar ali.
Antes da obra
Visita técnica
Leitura do quadro de distribuição, do percurso possível e da condição do aterramento, no local.
Por que está aqui: o valor final de uma instalação depende de coisas que não aparecem em foto. É a visita que transforma estimativa em valor que não muda depois.
Sem custo quando conseguimos encaixar no roteiro da equipe na sua região. Fora disso, combinamos antes de qualquer deslocamento.
A infraestrutura
Circuito exclusivo
Um circuito que sai do quadro e vai direto para o carregador, sem alimentar mais nada no caminho.
Por que está aqui: é exigência da ABNT NBR 17019, e o motivo é o comportamento do equipamento. Corrente alta mantida por horas, quase todas as noites, é diferente de qualquer outra carga da casa. Proteção que precisa enxergar duas coisas diferentes protege mal as duas.
Cabeamento de 10 mm² com dupla isolação para 1 kV
Três vias, fase, neutro e condutor de proteção, com trabalho contínuo até 90 °C.
Por que está aqui: a seção é dimensionada para a corrente de projeto e para a distância real, respeitando o limite de queda de tensão da ABNT NBR 5410. E a dupla isolação com classe térmica de 90 °C entrega mais capacidade de condução e mais margem térmica do que cabo comum, que é o que uma carga contínua pede.
É um dos itens onde mais se corta custo em instalação barata, porque ninguém vê o cabo depois que ele entra no eletroduto.
Eletroduto premium, com percurso planejado
Por que está aqui: acabamento aparente bem executado tem aparência de projeto. Malfeito tem aparência de remendo, e a diferença aparece na primeira olhada.
O quadro de proteção
Disjuntor termomagnético curva C
O quadro padrão tem três: um de 40 A na entrada, que é a proteção de retaguarda dos DPS e redundância do circuito do carregador, um de 40 A exclusivo do carregador, e um de 20 A exclusivo da tomada de apoio.
Por que a retaguarda importa: DPS em fim de vida ou em curto derruba o disjuntor que está a montante dele. Sem esse de 40 A no quadro da vaga, quem cai é o geral da sua casa ou o da medição.
Por que curva C: é a curva que tolera o comportamento do equipamento sem desarmar à toa e continua protegendo o condutor.
Dispositivo diferencial residual de 30 mA, Classe A ou Classe B
Classe A ou Classe B: a regra, para não haver dúvida. A ABNT NBR 17019 exige dispositivo diferencial residual de 30 mA individual por ponto de recarga, e proíbe o tipo AC. Entre Classe A e Classe B, quem decide é o equipamento: se o carregador tem detecção interna de corrente contínua residual de 6 mA, o Classe A atende, e é o caso da maioria dos carregadores sérios vendidos no Brasil. Se o carregador não tem essa proteção interna, a instalação leva Classe B, que é mais raro e significativamente mais caro. Por isso a gente pede o manual ou o modelo do seu carregador antes de fechar o escopo: esse único detalhe muda a proposta.
Por que Classe A e não o comum: o dispositivo mais vendido no mercado é o Classe AC, que detecta apenas fuga em corrente alternada. O veículo elétrico trabalha em corrente contínua, e a fuga também é contínua. Diante dela, o Classe AC perde sensibilidade: tem um ponto cego exatamente na falha que mais importa nesse tipo de instalação.
Por que 30 mA: é o valor que a norma adota como proteção adicional contra choque. E o que importa tanto quanto a sensibilidade é o tempo: a ABNT NBR NM 61008 exige que um dispositivo de 30 mA atue em até 40 milésimos de segundo a cinco vezes a corrente nominal residual. Não é o número que impede o choque, é o número que impede que o choque dure.
Este é o item mais importante da lista inteira, e é o que mais falta nas instalações que a gente revisa.
Dois DPS Classe II de 45 kA
Um para a fase e um para o neutro. Em instalação trifásica, quatro unidades.
Por que 45 kA: é o valor indicado para periferia urbana sem para-raios nas edificações próximas, que é a condição da maior parte das residências de Brasília. Em condomínio, os documentos técnicos de prédio costumam exigir no máximo 20 kA, e o nosso padrão supera essa exigência.
Por que dois e não um: a sobretensão pode chegar pela fase ou pelo neutro. Proteger um lado só deixa o outro aberto.
Tomada de apoio de 20 A, com disjuntor próprio e circuito exclusivo
Por que está aqui, e é a parte que quase ninguém entende: ela é o seu plano B. Se o carregador falhar ou precisar de manutenção, você carrega pelo portátil e não fica sem ter como abastecer o carro.
A arquitetura: a proteção geral, com disjuntor geral, DPS e dispositivo diferencial do ponto de recarga, é comum aos dois circuitos, como exige a ABNT NBR 17019. Depois dela, o quadro se divide em dois circuitos exclusivos, um só para a tomada e outro só para o carregador. Nenhum compartilha disjuntor com o outro.
O uso é alternado, nunca simultâneo: ou você usa a tomada, ou usa o carregador.
Os ensaios
Medição de aterramento e de neutro com terrômetro
Por que está aqui: carros elétricos verificam as condições da instalação antes de liberar a recarga e não iniciam o carregamento quando o aterramento não está adequado. Medir é a diferença entre saber e supor, e o valor medido entra no documento de entrega, para poder ser comparado na verificação seguinte.
Medição termográfica do quadro com câmera profissional
Por que está aqui: conexão frouxa aquece, aquecimento aumenta a resistência, e resistência maior aquece mais. É um ciclo que se agrava sozinho e que a câmera enxerga muito antes de qualquer pessoa.
Teste de carga para identificar a fase de menor carga
Por que está aqui: em instalação trifásica, conectar o circuito de recarga à fase já mais carregada cria desequilíbrio, e desequilíbrio aparece como aquecimento e proteção atuando sem motivo aparente. A fase certa se descobre medindo, com as cargas da casa em operação.
Revisão da entrada de energia e do quadro geral
Reaperto de bornes e conexões da entrada e dos quadros, verificação termográfica e verificação do balanceamento entre as fases.
Por que está aqui: o carregador é a maior carga individual que entra na casa, e ela vai trabalhar sobre a instalação que já existe. Não faz sentido entregar um circuito novo impecável alimentado por uma entrada com conexão frouxa.
A entrega
Relatório de Comissionamento
Traz os ensaios de entrega com os valores medidos: teste do dispositivo diferencial, continuidade do condutor de proteção, polaridade, isolação, corrente em carga, tensão no carregador durante a recarga com a queda verificada, mais o registro fotográfico do percurso do cabo.
Por que está aqui: é a única prova do que ficou dentro do eletroduto. Instalação que não entrega número não foi comissionada, foi apenas ligada.
12 meses de garantia formal, por escrito
Sobre toda a instalação executada, alcançando os materiais e dispositivos de proteção fornecidos por nós.
Por que por escrito: garantia verbal não é garantia.
Suporte técnico vitalício pelo WhatsApp
Com a equipe técnica, sem prazo de validade.
O escopo, escrito com clareza porque isso o torna maior e não menor: suporte é a conversa. Dúvida de uso, de configuração ou de comportamento do equipamento se resolve por ali, sempre. Se a solução exigir alguém no local, aí vira atendimento e é orçado.
Nota fiscal
Nota fiscal de produto para os materiais e nota fiscal de serviço para a mão de obra, emitidas por SE Tecnologia e Energia LTDA, CNPJ 17.381.671/0001-42.
Em português claro: o que cada nome esquisito quer dizer
A lista acima tem palavra que só eletricista usa. Aqui está o que elas significam na vida real, porque você merece entender o que está comprando:
| O nome técnico | O que isso faz por você |
|---|---|
| Circuito exclusivo | Um cabo que sai do quadro e vai direto para o carregador, sem dividir com geladeira, chuveiro ou tomada nenhuma. É o que impede o resto da casa de sobrecarregar a recarga, e a recarga de derrubar o resto da casa. |
| Dispositivo diferencial, o DR ou IDR | É o que salva vida. Ele percebe quando a energia está escapando para onde não devia, para a carcaça do carregador ou para uma pessoa encostada nele, e corta em até 40 milésimos de segundo, que é o tempo máximo que a ABNT NBR NM 61008 admite para um dispositivo de 30 mA. Antes de doer. |
| DPS | O para-raios do seu quadro. Quando cai um raio perto ou a distribuidora faz uma manobra na rede, a sobretensão procura o caminho mais fácil. Sem DPS, esse caminho passa pelo seu carregador e depois pela eletrônica do seu carro. |
| Aterramento | O caminho seguro que a energia usa para ir embora para o chão em vez de ir pelo seu corpo. É o item que mais reprova instalação e o que menos gente confere. |
| Comissionamento | O exame de entrega da sua instalação. A gente mede, anota os valores num relatório e te entrega. Se alguém questionar sua instalação daqui a três anos, é esse papel que responde. |
| Modo 3 | O jeito certo de carregar: o carregador conversa com o carro antes de liberar energia, confere se está tudo certo e só então energiza o cabo. É por isso que o pino nunca fica com tensão exposta. |
Resumindo em uma frase: cada item dessa lista existe para que você plugue o carro, suba para dormir e não pense mais no assunto. 🛡️
Sobre a certificação dos materiais
Todo material que sai daqui vem com nota fiscal emitida. Dispositivos de proteção premium, de alta performance e alta durabilidade, em conformidade com as normas brasileiras aplicáveis. Nada de material ou dispositivo fake comprado na internet.
O que não está incluso, e por quê
| Item | Valor | Por que é separado |
|---|---|---|
| O carregador | Intelbras Home 7,4 kW em R$ 3.500 no Pix | Boa parte de quem contrata já recebeu o equipamento com o carro |
| TRT | R$ 200 | Documento de responsabilidade técnica emitido após a execução. Em prédio com documento técnico próprio, ele entra incluso, porque é o que destrava a autorização da administração |
| Relatório Técnico de Conformidade | Avaliação técnica | Documento formal assinado, para apresentação a seguradora ou na venda do imóvel |
| Ponto de tomada adicional | R$ 150 | A tomada de apoio de 20 A já está inclusa. Este valor vale para um segundo ponto |
| Visita de retorno | R$ 350 no Pix | Quando o carregador chega depois da instalação e a fixação, conexão e comissionamento ficam para outro dia |
Como comparar com a proposta que você recebeu
Três perguntas, para qualquer empresa, inclusive para nós:
- A garantia da instalação é por escrito? E qual o canal de suporte se der problema?
- Emite nota fiscal do serviço? Qual o CNPJ?
- Entrega documento técnico de responsabilidade e registro dos ensaios de entrega?
E cinco itens para conferir, que é onde a diferença costuma estar:
- Dispositivo diferencial Classe A ou B, e não Classe AC
- Condutor a partir de 10 mm² EPR ou HEPR, com dupla isolação de 1 kV e 90 °C, não propagante de chama, no lugar do 6 mm² de 750 V
- DPS em fase e em neutro, com a corrente de descarga adequada
- Garantia por escrito sobre a instalação, os materiais e os dispositivos
- Nota fiscal do serviço
São os itens que mais mudam o valor, e são justamente os que ninguém mostra.
Se você tem uma proposta na mão e quer conferir item por item, manda aqui que a gente compara junto, inclusive apontando onde a nossa fica atrás, se ficar.
Comparar com a proposta que eu recebi
Perguntas frequentes
O carregador está incluso no valor da instalação?
Não. O equipamento é vendido separadamente, e o wallbox Intelbras Home de 7,4 kW fica em R$ 3.500 no Pix. Boa parte de quem contrata já recebeu o carregador junto com o carro.
A visita técnica é cobrada?
Não tem custo quando conseguimos encaixar no roteiro da equipe na sua região. Fora disso, combinamos antes de qualquer deslocamento.
A tomada de 20 A é um segundo ponto de recarga?
Não, é um ponto de apoio. Ela existe como plano B: se o carregador falhar ou precisar de manutenção, você carrega pelo portátil. O uso é alternado, nunca simultâneo com o carregador, e ela tem disjuntor próprio e circuito exclusivo.
Por que dois DPS e não um?
Porque a sobretensão pode chegar pela fase ou pelo neutro, e proteger um lado só deixa o outro aberto. Em instalação trifásica são quatro unidades.
O que é o Relatório de Comissionamento?
É o documento entregue ao final da instalação com os ensaios e os valores medidos: teste do dispositivo diferencial, continuidade do condutor de proteção, polaridade, isolação, corrente em carga, tensão durante a recarga, e o registro fotográfico do percurso do cabo. Ele acompanha toda instalação nova, sem custo adicional.
O suporte vitalício inclui visita?
Não. Suporte é a conversa, pelo WhatsApp, com a equipe técnica, sem prazo de validade: dúvida de uso, de configuração ou de comportamento do equipamento. Se a solução exigir alguém no local, vira atendimento e é orçado.
Os materiais são certificados?
Todo material que fornecemos vem com nota fiscal emitida, em conformidade com as normas brasileiras aplicáveis. Nada de material ou dispositivo fake comprado na internet. O equipamento carregador, quando vem do fabricante ou já é de quem contrata, segue a certificação da própria marca.
Mande as fotos e receba a análise do especialista.
Foto do quadro elétrico, do medidor e do ponto onde o carregador vai ficar, mais um vídeo curto do trajeto entre eles. Com isso o especialista já avalia o seu cenário e te passa um valor mais preciso, sem visita e sem compromisso.
Falar no WhatsAppAtendimento de segunda a sexta, 08:00 às 18:00 🛡️