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O Que Exigir de Quem Vai Instalar Seu Carregador

Esta página é uma lista de conferência. Use com qualquer empresa que você estiver avaliando, inclusive com a gente.

Ela existe porque instalação de carregador veicular tem uma característica incômoda: o que separa uma boa de uma ruim fica escondido dentro da parede e dentro do quadro. No dia da entrega, as duas carregam o carro. A diferença aparece meses depois, e aparece como disjuntor desarmando, conector aquecendo, equipamento com defeito ou, no pior caso, algo bem pior.

São nove itens. Nenhum deles é opcional, e todos podem ser conferidos por você.

Circuito exclusivo

O que exigir: um circuito que sai do quadro e vai direto para o carregador, sem alimentar mais nada no caminho.

A ABNT NBR 17019, que é a norma brasileira específica para alimentação de veículos elétricos, exige circuito exclusivo por ponto de recarga. Não é preferência de instalador, é requisito.

Por que isso existe. Um carregador puxa corrente alta de forma contínua, por horas, quase todos os dias. É um comportamento que quase nenhum outro equipamento da casa tem. Um chuveiro elétrico puxa mais, mas liga por dez minutos. O carregador fica ligado a noite inteira. Dividir esse circuito com tomadas ou iluminação significa que a proteção precisa enxergar duas coisas muito diferentes ao mesmo tempo, e ela vai proteger mal as duas.

Como conferir: peça para ver o quadro depois de pronto. O disjuntor e o dispositivo diferencial do carregador devem estar identificados e não devem alimentar nenhum outro ponto.

A pegadinha mais comum: aproveitar o eletroduto que já existe até a garagem. Ele quase nunca é exclusivo, normalmente leva vários circuitos juntos, e o cabo que a recarga pede não cabe nele. Explicamos isso em detalhe na página sobre acabamento da instalação.

Dimensionamento do condutor, e o que a distância muda

O que exigir: que a seção do cabo tenha sido calculada para a sua distância real, e não adotada por hábito.

O cálculo tem duas etapas, e as duas precisam ser feitas. A primeira é a capacidade de condução: o cabo aguenta a corrente do carregador sem aquecer além do previsto. A segunda é a queda de tensão: ao longo do percurso, a tensão cai, e a ABNT NBR 5410 limita essa queda em 4% no circuito terminal.

Para um carregador monofásico de 7,4 kW em 220 V, a corrente de projeto é de 32 A. A referência de trabalho é condutor a partir de 10 mm² EPR ou HEPR com dupla isolação de 1 kV, e ela vale até cerca de 25 a 30 metros de percurso real. Acima disso, o cálculo precisa ser refeito, e acima de 35 metros normalmente já se vai para 16 mm².

O detalhe que quase ninguém faz. A capacidade de um cabo não é a que está na tabela. Ela é corrigida por dois fatores: a temperatura do ambiente onde ele passa e a quantidade de circuitos agrupados no mesmo eletroduto ou na mesma bandeja.

Um exemplo real de prédio, com quatro pontos de recarga alimentados pelo mesmo trajeto: cabo de 16 mm², corrente de projeto de 35,2 A. Pela tabela, o cabo conduz 57 A e passa com folga. Aplicando a correção de temperatura e a de agrupamento de quatro circuitos, a capacidade real cai para 34,8 A. Reprova por 0,4 A. A solução foi ir para 25 mm² no trecho comum, mantendo 10 mm² em cada circuito individual.

Quem não aplica os fatores de correção entrega uma instalação que passa no papel e aquece na vida real.

Como conferir: pergunte qual a seção do cabo e qual a distância considerada. Se a resposta for uma seção sem a distância, o cálculo não foi feito.

O dispositivo DR, e por que o tipo errado tem um ponto cego

Este é o item mais importante da lista, e o mais mal resolvido no mercado.

O que exigir: dispositivo diferencial residual de 30 mA, Classe A ou Classe B, individual para o circuito de recarga. Classe AC não serve.

Por que. O dispositivo diferencial existe para desarmar quando parte da corrente escapa do circuito, e o caminho mais provável dessa fuga é uma pessoa. Os 30 mA são o valor que a norma adota como proteção adicional contra choque nos circuitos de maior risco, e a recarga veicular é um deles.

O que quase ninguém explica: o efeito da corrente no corpo não depende só da intensidade, depende também do tempo. A IEC 60479-1, que é a norma que descreve esse efeito, não trabalha com limiares fixos de corrente: trabalha com zonas de corrente e duração. A mesma corrente que é inofensiva em alguns milissegundos pode ser grave se durar segundos.

É por isso que o dispositivo é medido pelo tempo de corte, e não só pela sensibilidade: a ABNT NBR NM 61008 exige que um dispositivo de 30 mA atue em até 40 milésimos de segundo a cinco vezes a corrente nominal residual.

Não é o número que impede o choque. É o número que impede que o choque dure.

O dispositivo mais comum no mercado, o Classe AC, detecta apenas fuga em corrente alternada. E aqui está o problema: o veículo elétrico trabalha em corrente contínua, e a fuga também é contínua. Diante dela, o Classe AC perde sensibilidade. Ele não protege menos em geral: ele tem um ponto cego exatamente na falha que mais importa nesse tipo de instalação.

A regra prática, e ela é simples:

  • Classe A serve quando o carregador já traz proteção interna contra fuga contínua de 6 mA, que é o caso da maioria dos equipamentos atuais. A forma de confirmar é olhar o manual do fabricante do seu carregador, e isso deve ser feito antes da instalação, não depois.
  • Classe B é necessário quando o equipamento não tem essa proteção interna. É mais difícil de encontrar e custa em torno de R$ 1.000.
  • Classe AC nunca.

Como conferir: o dispositivo tem a classe impressa nele. Peça uma foto do quadro pronto e procure a letra. Se estiver escrito AC, a instalação não está conforme a norma para recarga veicular.

Mais um ponto que a norma fecha: é proibido compartilhar o mesmo dispositivo diferencial entre pontos de recarga distintos. Cada ponto tem o seu.

Proteção contra surtos, e por que o valor importa

O que exigir: DPS Classe II no quadro que alimenta a recarga, com a corrente de descarga adequada à região onde você mora, instalado em fase e em neutro.

O DPS desvia para o terra as sobretensões que chegam pela rede, seja por descarga atmosférica próxima, seja por manobra da distribuidora. Sem ele, a sobretensão encontra o caminho mais caro que existe: o carregador, e em seguida a eletrônica do carro.

O critério de corrente de descarga:

Onde a instalação está Corrente de descarga indicada
Área urbana central, com para-raios nas edificações próximas 12 kA a 20 kA
Periferia urbana, sem para-raios próximos 30 kA a 45 kA
Área rural ou edificação isolada 60 kA ou mais

O nosso padrão é 45 kA. A tabela explica por quê: é o valor de periferia urbana sem para-raios próximos, que é a condição da maior parte das residências de Brasília. Em prédio, os documentos técnicos de condomínio que já analisamos exigem no máximo 20 kA, e o padrão de 45 kA supera essa exigência.

O que não serve é adotar 15 kA ou 20 kA por padrão, sem olhar onde a instalação está.

Um detalhe de execução que separa quem sabe de quem copia: o cabo que liga o DPS ao barramento de terra tem regra própria. Seção mínima de 4 mm² e comprimento máximo de 50 cm. Cabo longo demais anula boa parte do efeito do dispositivo, porque a sobretensão é um evento rápido e o comprimento do condutor cria impedância no caminho.

Aterramento, e o motivo pelo qual o padrão da sua casa provavelmente não serve

O que exigir: que o circuito de recarga opere com neutro e condutor de proteção separados, e que o aterramento seja medido, não presumido.

Aqui está um fato que surpreende a maioria das pessoas, inclusive muitos eletricistas.

O esquema de aterramento padrão das residências brasileiras é o TN-C, em que neutro e proteção são combinados num único condutor, chamado PEN. A ABNT NBR 17019 não admite o condutor PEN no circuito que alimenta o veículo elétrico. O motivo é o dispositivo diferencial: com neutro e terra no mesmo fio, ele não consegue enxergar a fuga como deveria.

A solução não é obra, é execução correta, e tem três passos:

  1. Instalar dois barramentos distintos no quadro: um de proteção, ligado à malha de aterramento, e um de neutro, isolado da carcaça.
  2. O condutor que vem da rua conecta primeiro ao barramento de proteção. Desse barramento sai uma ligação para o barramento de neutro. Esse é o ponto de separação.
  3. Dali em diante, neutro e terra seguem caminhos independentes até o carregador. Nunca religar os dois depois do ponto de separação.

O resultado é o esquema TN-C-S, que a norma admite. O esquema TT também é aceito. O TN-C não.

E tem uma consequência prática que quase ninguém conta. Carros elétricos verificam as condições da instalação antes de liberar a recarga. Se o veículo não encontrar o aterramento em condição adequada, ele simplesmente não carrega. Muita gente acha que comprou um carregador com defeito quando o problema é o aterramento da casa.

Como conferir: pergunte se o aterramento foi medido, e com qual instrumento. A resposta certa é terrômetro, e o valor medido deve constar no documento de entrega.

Análise de carga: o que se mede antes de instalar

O que exigir: que alguém tenha verificado se a sua instalação comporta a carga nova antes de prometer prazo.

Um carregador de 7,4 kW é uma das maiores cargas individuais que entram numa residência. Duas perguntas precisam ser respondidas antes da obra:

A primeira: o padrão de entrada comporta? Se a soma das cargas da casa, com o carregador somado, ultrapassa a capacidade contratada junto à distribuidora, existem dois caminhos. Solicitar aumento de carga na Neoenergia, que tem custo e prazo, ou ajustar a corrente de operação do carregador, recurso que a maioria dos equipamentos oferece e que adequa a demanda à capacidade disponível. O segundo caminho resolve a maior parte dos casos e quase nunca é oferecido.

A segunda: o quadro tem espaço e as fases estão equilibradas? Em instalação trifásica, o circuito de recarga deve ser conectado à fase de menor carga, e isso se descobre medindo, com as cargas da casa em operação. Não se descobre olhando.

Em condomínio, existe uma regra adicional que muda a conta inteira. A ABNT NBR 17019 determina que o fator de demanda dos circuitos de recarga seja considerado igual a 1, porque todos os pontos podem ser usados ao mesmo tempo. Dois carregadores de 11 kW são 22 kW reais, não 11 kW e um pouco. É o erro de dimensionamento mais caro que um prédio pode cometer.

Comissionamento: o que precisa ser testado na entrega

O que exigir: ensaios de entrega com valores registrados, e não apenas “testamos e está funcionando”.

Comissionar é verificar, com instrumento, que a instalação faz o que o projeto previu. O conjunto mínimo:

  • Teste do dispositivo diferencial, confirmando que ele desarma quando deve
  • Continuidade do condutor de proteção, do quadro até o ponto de recarga
  • Teste de polaridade, confirmando fase, neutro e terra nos lugares certos
  • Teste de isolação, com megôhmetro
  • Medição de aterramento, com terrômetro
  • Medição de corrente em carga, com alicate amperímetro, comparando com a corrente de projeto
  • Medição de tensão no carregador durante a recarga, verificando se a queda ficou dentro do limite de 4%
  • Verificação de aquecimento nas conexões, com câmera térmica
  • Registro fotográfico do percurso do cabo, que é a única prova do que ficou dentro do eletroduto

Como conferir: peça o documento de entrega com os valores medidos. Instalação que não entrega número não foi comissionada, foi apenas ligada.

Na nossa entrega esse documento se chama Relatório de Comissionamento, e ele acompanha toda instalação nova, sem custo adicional.

Responsabilidade técnica: TRT, ART e o que cada um significa

O que exigir: o documento formal de responsabilidade técnica, emitido no nome de um profissional habilitado, com número de registro que você possa conferir.

Há uma confusão comum aqui, e ela vale ser desfeita.

ART é a Anotação de Responsabilidade Técnica, emitida por engenheiro, registrada no CREA.

TRT é o Termo de Responsabilidade Técnica, emitido por técnico industrial habilitado e registrado no CRT, o Conselho Regional dos Técnicos Industriais, que no Distrito Federal é o CRT-01.

RRT é o Registro de Responsabilidade Técnica, emitido por arquiteto, registrado no CAU.

Os três são instrumentos formais de responsabilidade técnica, cada um dentro do escopo legal da respectiva profissão. Para instalação de carregador veicular residencial e de vaga individual em condomínio, o TRT emitido por técnico em eletrotécnica habilitado cumpre a função, e é inclusive o que muitos documentos de condomínio aceitam expressamente, ao lado da ART e do RRT.

O que a Wallbox Brasília emite: o TRT, após a execução, pronto para apresentação à administração do condomínio. Quando o projeto exige ART de engenheiro, isso é conduzido caso a caso.

Por que isso importa mais do que parece. Existe documento de condomínio em Brasília que estabelece que a falta de apresentação da responsabilidade técnica permite ao síndico não autorizar a obra, cabendo inclusive denúncia ao conselho profissional. E, em qualquer discussão futura sobre garantia ou sobre seguro, o documento formal é o que separa uma instalação executada por profissional habilitado de um serviço sem rastro.

Como conferir: peça o número do registro e o nome do profissional. Os dois são consultáveis no conselho.

Aprovação em condomínio

O que exigir: que a empresa saiba ler e atender o documento técnico do seu prédio, quando ele existe.

Vários edifícios de Brasília já emitiram documento próprio, com nomes como Guia Técnico ou Manual de Orientações, definindo teto de potência por unidade, especificação de cabo, de eletroduto, de quadro, de dispositivo diferencial e de DPS, divisão de escopo entre condomínio e morador, e regra de medição de consumo.

Esse documento vence a preferência de qualquer instalador. Atendê-lo item por item é parte do serviço, e comprovar o atendimento em memorial é o que permite ao condomínio conferir.

Tratamos esse assunto inteiro na página sobre carregador em condomínio.

# As três perguntas que resolvem qualquer comparação de orçamento

Se você chegou até aqui e ainda está comparando propostas, este bloco resolve mais rápido que qualquer argumento técnico.

Faça três perguntas para todas as empresas que você estiver avaliando, inclusive para nós:

1. A garantia da instalação é por escrito? E se der problema, qual é o canal de suporte?

2. Emite nota fiscal do serviço? Qual o CNPJ?

3. Entrega documento técnico de responsabilidade e registro dos ensaios de entrega?

Qualquer empresa séria responde sim nas três, sem hesitar, e manda a comprovação de cada uma.

As nossas respostas:

Pergunta Resposta
Garantia por escrito? Sim, 12 meses formal, documento entregue após a instalação
Suporte se der problema? Sim, pelo WhatsApp, vitalício, atendimento direto com a equipe técnica
Nota fiscal? Sim, nota fiscal de produto para os materiais e de serviço para a mão de obra, CNPJ 17.381.671/0001-42
Documento técnico? Sim, TRT emitido após a execução, mais o Relatório de Comissionamento com os valores medidos

# Os cinco itens que mais mudam o valor de um orçamento

Quando duas propostas têm valores diferentes, a diferença quase sempre está em um destes cinco. Eles são o que menos aparece na conversa e o que mais pesa no resultado:

  1. Dispositivo diferencial Classe A ou B, específico para recarga veicular, no lugar do Classe AC comum
  2. Condutor a partir de 10 mm² EPR ou HEPR, com dupla isolação de 1 kV e 90 °C, no lugar de seção menor ou de cabo comum
  3. DPS em fase e em neutro, com a corrente de descarga adequada à região
  4. Garantia por escrito sobre a instalação, os materiais e os dispositivos, e não verbal
  5. Nota fiscal do serviço

São os itens que mais mudam o valor, e são justamente os que ninguém mostra.

# Sobre “instalador homologado pela montadora”: o que é verdade

Esta seção existe porque circula uma informação que confunde muita gente, e às vezes é usada para pressionar.

Programas de instalador homologado por montadora existem no Brasil. BMW e MINI, GWM, BYD, Porsche, Audi e Volkswagen mantêm acordos com empresas instaladoras, em geral uma parceira nacional única, e a própria montadora divulga o parceiro no site dela. É um arranjo comercial legítimo.

O que ele não é: não é certificação técnica, e não é condição da garantia do seu carro. Você pode contratar quem quiser, desde que a instalação atenda à ABNT NBR 5410, à ABNT NBR 17019 e à ABNT NBR IEC 61851-1, com responsabilidade técnica registrada e relatório de entrega.

E existe um ponto legal que vale conhecer. Condicionar a garantia de um produto à contratação de uma empresa específica configura venda casada, prática vedada pelo Código de Defesa do Consumidor, no artigo 39, inciso I.

Então o que realmente protege a garantia do seu carro? A instalação estar conforme a ABNT NBR 5410, a ABNT NBR 17019 e a ABNT NBR IEC 61851-1, executada por profissional habilitado, com responsabilidade técnica formal e com os ensaios de entrega registrados. É isso que você apresenta se algum dia precisar demonstrar que o problema não veio da instalação.

Onde o credenciamento existe de verdade: alguns fabricantes de carregador mantêm programas de instaladores e publicam a lista deles. A Wallbox Brasília trabalha com Intelbras desde 2013 e é instalador homologado Intelbras, com a empresa aparecendo na busca de instaladores do site do fabricante para o Distrito Federal. Isso é um credenciamento do fabricante do equipamento, é verificável no site da marca, e é diferente de homologação de montadora de veículo.

Isso importa de forma concreta quando o carregador que veio com o seu carro é Intelbras, o que acontece com várias marcas hoje: a instalação feita dentro do padrão do fabricante preserva a garantia do equipamento.

# Como continuar

Se você quer ver como esses nove itens aparecem na prática, a página sobre o que está incluso mostra a nossa instalação item por item, com o motivo de cada um estar ali.

Se você já sabe o que quer e quer o investimento do seu caso, pode mandar uma foto do seu quadro de distribuição e uma foto da vaga pelo WhatsApp. Isso resolve a maior parte das dúvidas técnicas antes mesmo da visita.

Ver o que está incluso na nossa instalaçãoFalar no WhatsApp

Perguntas frequentes

Qual dispositivo DR devo usar em instalação de carregador?

Um dispositivo diferencial residual de 30 mA, Classe A ou Classe B, individual para o circuito de recarga. O Classe A serve quando o carregador tem proteção interna contra fuga contínua de 6 mA, o que é o caso da maioria dos equipamentos atuais, e isso se confirma no manual do fabricante. O Classe B é necessário quando o equipamento não tem essa proteção. O Classe AC não é aceito, porque perde sensibilidade diante de fuga em corrente contínua, que é justamente a que ocorre com veículo elétrico.

Qual a bitola de cabo para um carregador de 7,4 kW?

A referência é 10 mm² com dupla isolação, para percursos de até cerca de 25 a 30 metros em monofásico 220 V. Acima disso, a seção precisa ser recalculada pela queda de tensão, com limite de 4% no circuito terminal, e acima de 35 metros normalmente já se vai para 16 mm². Em trecho com vários circuitos agrupados, a capacidade do cabo é reduzida pelos fatores de correção e o cálculo muda.

Preciso mesmo de circuito exclusivo?

Sim. A ABNT NBR 17019 exige circuito exclusivo por ponto de recarga, sem compartilhamento com outras cargas. O motivo é o comportamento do equipamento: corrente alta mantida por horas, quase todos os dias, que é diferente de qualquer outra carga da residência.

O que é TRT e qual a diferença para a ART?

TRT é o Termo de Responsabilidade Técnica, emitido por técnico industrial habilitado e registrado no CRT, o Conselho Regional dos Técnicos Industriais. ART é a Anotação de Responsabilidade Técnica, emitida por engenheiro e registrada no CREA. Os dois são instrumentos formais de responsabilidade técnica, cada um dentro do escopo legal da respectiva profissão, e muitos documentos de condomínio aceitam expressamente qualquer um dos dois.

Existe instalador homologado pela montadora do meu carro?

Existe: BMW e MINI, GWM, BYD, Porsche, Audi e Volkswagen mantêm acordos com empresas instaladoras no Brasil, em geral uma parceira nacional única. É um arranjo comercial legítimo, mas não é certificação técnica e não é condição da garantia do seu carro: condicionar a garantia de um produto à contratação de uma empresa específica configura venda casada, vedada pelo Código de Defesa do Consumidor no artigo 39, inciso I. O que protege a garantia é a instalação estar conforme a ABNT NBR 5410, a ABNT NBR 17019 e a ABNT NBR IEC 61851-1, com responsabilidade técnica formal.

Por que o meu carro não começa a carregar?

Uma das causas mais comuns é o aterramento. Veículos elétricos verificam as condições da instalação antes de liberar a recarga, e não iniciam o carregamento quando não encontram o aterramento em condição adequada. Antes de concluir que o equipamento tem defeito, vale verificar a instalação.

Quantos kA o DPS precisa ter?

A norma manda escolher por análise de risco e por existência de SPDA, não por um número de tabela. O nosso critério interno, a partir do que encontramos em campo em Brasília, é Classe II com corrente máxima de descarga de 45 kA na maior parte das residências. Em condomínio, muitos prédios especificam o valor no próprio guia técnico, e nesse caso seguimos o documento do prédio.

Como sei se o aterramento da minha casa serve?

Ele precisa ser medido, com terrômetro, e o circuito de recarga precisa operar com neutro e condutor de proteção separados. O esquema padrão das residências brasileiras combina os dois num único condutor, e esse arranjo não é admitido pela norma no circuito que alimenta o veículo elétrico. A separação é feita no quadro, e não exige obra.

Mande as fotos e receba a análise do especialista.

Foto do quadro elétrico, do medidor e do ponto onde o carregador vai ficar, mais um vídeo curto do trajeto entre eles. Com isso o especialista já avalia o seu cenário e te passa um valor mais preciso, sem visita e sem compromisso.

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